quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Precisamos de vínculos reais, relações significativas; amigos, amores, família, conhecidos, animais; compreensão, carinho, desafio e etc. Entretanto também é certo que exista um sensato grau de solidão. Ela é parte indissociável da vida. A questão então é compreender e aceitar essa “solidão inerente”, aprender a conviver com ela, transformar seu sentido cruel em encanto, para poder senti-la como uma experiência importante, vital e única.
 

A solidão envolve graus psicológicos, isso é óbvio. Uma pessoa pode estar na multidão e sentir-se só, se assim ela pensar, acreditar. Há pessoas que gostam de estar sozinhas, preferem até ser solitárias – não digo nos casos de escapismo – e não há solidão em seu peito, pelo contrário, são muito felizes e se sentem em paz. Você deve ter percebido que a idéia de solidão também é algo criado pela mente, de como você a entende. O que é para uns não é para outros e vice-versa. Lembre-se de que o foco é como o homem entende a solidão, sendo que a solidão criada por ele é relativa.

Se a solidão é criada pela mente, para suprir a necessidade dessa criação, ela precisa de uma outra. Geralmente, a solução é procurar alguém para se relacionar. Isto se torna um ciclo vicioso, visto que é baseado em uma ilusão.

Perceba que descrevo a solidão como sendo também criada pela mente humana, mas por quê? Porque a solidão pode ser tanto ilusória como real. Apesar de o homem determiná-la de forma ilusória, ela é ao mesmo tempo real, fora da criação da mente. Portanto, faz parte da natureza do homem de forma aparente e realista.

No entanto, como entender que ela é ilusória e real? Da seguinte forma: você nasce acompanhado de sua mãe e médicos, mas 
quem nasce realmente é só você; você convive com outras pessoas ao seu redor, mas isso não tira o fato de que você está só, e a prova disso é que ao morrer, só você morre, a morte é a prova final do desapego de tudo, é admitir a individualidade, é expor que você é único e sempre foi sozinho. 

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